Belém – PA – Brasil

Posted by on fev 28, 2014 in Brasil, Norte, Variado, Viagens | 0 comments

Uma maneira de conhecer Belém, a capital do Pará, é visitar o Mercado Ver-o-Peso.

1Mercado Ver-o-Peso

As margens do Rio Guajará o comércio de peixe apodera-se do cais ainda na madrugada.

Assim pirarucus, dourados, tucunarés e traíras são disputados em meio aquela gritaria típica dos anunciantes.

Quando os primeiros raios de sol surgem, as atenções se voltam para o lindo colorido das frutas amazônicas.

Pequenos barcos atracam carregados com cestos de açaí, e eles juntos ao bacuri, taperebá, cupuaçu, graviola, murici, bacaba, camu-camu e pupunha, compõem a maior feira livre da América Latina.

Belém5Oléos vendidos no Mercado Ver-o-Peso

Ao longo de sua história Belém recebeu portugueses, franceses, italianos, africanos, além dos imigrantes vindo de outros países. No entanto, a culinária manteve-se autentica originada dos ingredientes locais e de técnicas indígenas.

Belém através de seus prédios históricos, como o Teatro da Paz que foi construído no século XIX, e a Casa das Onze Janelas, entre outros, são sobreviventes da história da fundação da cidade e do Ciclo da Borracha, época que trouxe muito dinheiro e luxo europeu para a cidade.

Assim, a capital paraense reúne inúmeras atrações que vão desde a natureza á arquitetura, passando, claro, na minha opinião, pela melhor e mais variada comida do nosso País.

A culinária tão característica pode ser provada tanto nos restaurantes estrelados como nas barracas montadas nas esquinas, onde servem o peculiar tacacá.

Tacacá Dona MariaTacacá da Dona Maria, em frente ao Colégio Nazaré

Se você gosta de diversidade e de experimentar coisas novas, Belém é de dar agua da boca. E para conhecer o mais populoso e rico estado da Região Norte do País, seleciono abaixo alguns dos inúmeros programas que devem fazer parte do seu roteiro.

  • Conhecer o Mercado Ver-o-Peso – Considerado o cartão postal da cidade, o mercado oferece os mais variados sabores e aromas do Pará. A feira livre reúne centenas de barracas de frutas, peixes, ervas medicinais, doces, temperos, essências, entre outras. O ambiente é perfeito para provar as frutas típicas e exóticas e as delicias regionais como o açaí com peixe e farinha.
  • Apreciar a Arquitetura e suas Construções Históricas – o conjunto arquitetônico da capital paraense, que é herança do período colonial, foi restaurado e abriga interessantes museus e espaços culturais. A maioria das construções estão reunidas no bairro da Cidade Velha.
  • Comprar Cerâmica Marajoara – A 20 quilômetros de Belém, na cidadezinha de Icoaraci, em forma de vasos e jarros, as prateleiras das lojinhas são cheias de obras de arte. Um mix do belo e do primitivo, as cerâmicas marajoaras ainda podem ser encontradas pelas feirinhas das praças da Matriz e de São Sebastião.
  • Apreciar a Estação das Docas – O complexo de lazer, uma versão do Puerto Madero de Buenos Aires, ocupa uma área de 32 mil metros quadrados, as margens da baía do Rio Guajará e oferece inúmeros restaurantes, bares, lojas, teatro e a tradicional Sorveteria Cairu. Na área externa, a Estação das Docas oferece um calçadão com 500 metros, perfeito para apreciar a orla fluvial do antigo porto de Belém.
  • Conhecer no Mangal das Garças – Um parque que ás margens do rio Guamá e entre as principais atrações estão o viveiro, o borboletário e um delicioso restaurante. Para apreciar a vista, eles disponibilizam mirantes que estão instalados em deques de madeira.
  • Conhecer o Parque Emílio Goeldi – Este parque é uma miniatura da floresta. No tempo em que lagartos e cutias circulam pelo bosque, os bichos-preguiça dominam as árvores. Já os animais como: o peixe-boi, a onça-pintada e o jacaré-açu são admirados a distância. O Parque reúne dois mil animais e três mil plantas de inúmeras espécies.
  • Conhecer o Pólo Joalheiro – O prédio que até 2001 era um presídio, hoje abriga um pólo cultural que abriga o Museu das Gemas do Estado e a Casa do Artesão. O local também oferece lojas que vendem pedras, joias, além da tradicional Sorveteria Cairu.
  • Caminhar no Jardim Botânico –  Inaugurado no ano de 1883, o Jardim Botânico permite um intenso contato com a natureza. O local permite caminhar por trilhas, essas que saão emolduradas por mais de duas mil espécies de plantas. Lagos e um orquidário completam o cenário tão puro.
  • Fazer um passeio pelo rio Guamá e seus afluentes – esse é um dos passeios mais tradicionais de quem visita a capital. O interessante é que nesse tour inclui conhecer comunidades ribeirinhas, observar seringueiras, andirobeiras e palmeiras. As embarcações partem diariamente da Estação das Docas

Belém1Catedral de Belém – Igreja da Sé

E da série Restaurantes IMPERDÍVEIS, em Belém, sugiro:

Restaurante Remanso do Bosque – Inaugurado em Dezembro de 2011, e em frente ao Jardim Botânico de Belém, nesse restaurante os irmão Thiago e Felipe Castanho ousam com sabores amazônicos e receitas nada obvias em suas criações, de um menu 100% brasileiro.
Muito dos legumes e ervas utilizadas no Remanso do Bosque, são colhidos diretamente em sua própria horta. E uma série de ingredientes indígenas são parte integrante do cardápio. Entre eles o chocolate do combu, produzido no meio da selva (a 30 minutos de barco, do restaurante) por uma senhora chamada Nena, que viúva, agora trabalha por conta própria.
No jantar, o Remanso do Bosque oferece um jantar com menu degustação composto por oito etapas.

Restaurante Lá em Casa – Instalado desde 2000 na Estação das Docas, foi por meio das criações do chef Paulo Martins, falecido em 2010, que os ingredientes como o tucupi e o jambu ganharam notoriedade no restante do Brasil e no exterior.
O Lá em Casa é o lugar ideal para provar os pratos típicos.

Restaurante Manjar das Garças – Desde 2005 no Parque Ecológico Mangal das Garças, o Manjar ocupa um espaço sofisticado e aconchegante. Com uma cozinha requintada, no almoço eles oferecem um buffet, porém, no jantar o seus pratos á la carte são perfeitos para um jantar a dois.
Está no ranking de um dos dez melhores do Brasil, da Revista Playboy.

Boteco das Onze – Ocupando uma parte do andar térreo da Casa das Onze Janelas, que é  um sobrado construído em meados do século XVII para uma residência particular. Como o nome diz, a casa tem onze janelas, cinco delas são ocupadas pelo Boteco, e as outras fazem parte do Museu de Arte Contemporânea. O restaurante de aproximadamente 350 lugares é composto de três ambientes e mais um terraço ao ar livre com uma vista sem concorrência da Baía do Guajará, que se torna muito disputado na hora do happy hour. No salão principal e no bar, as paredes, de taipa conferem ao ambiente um aspecto medieval, junto a uma luz indireta, cercado por paredes de pedra. Por lá, o drinque campeão exibe uma bem-sucedida combinação de limão e cachaça Nega Fulô. No capítulo dos petiscos, a empada de queijo-do-reino e o bolinho de camarão com catupiry, dividem a atenção com pratos mais encorpados, entre eles a torre de filhote que na sua receita leva: posta do pescado grelhada mais palmito, tomate e aspargo, tudo regado por redução de vinho branco e guarnecido de arroz com brócolis.

Restaurante Remanso do Peixe – Escondido nos fundos de uma vila residencial, onde não tem placa na porta e nenhum sinal de que ali funciona um restaurante, o Remanso do Peixe  tem uma das melhores cozinhas do Brasil. Criado a quatorze anos, e desde 2007 na mãos do chef Thiago Castanho, (o mesmo chef do Remanso do Bosque), Aqui os destaques ficam por conta das caldeiradas. O prato imperdível é a Caldeirada Paraense, que leva peixe filhote e é cozido no caldo de tucupi com jambu.
Este é sempre o primeiro lugar que eu escolho comer quando chego a Belém, no entanto, como não trabalho com dieta, passo por todos os outros listados acima.

Belém4Estação das Docas

Se depois de ler todas essas dicas você não estiver no site de compras de passagem aérea, tem algo errado!

Boa viagem, Belém é tudo de bom!

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