Carla Pernambuco uma cozinheira apaixonada

Posted by on fev 26, 2014 in Entrevistas | 0 comments

Carla Pernambuco é uma das mais ilustres e conhecidas chefs de cozinha do Brasil.

Gaúcha de Porto Alegre, antes de se dedicar à culinária, Carla foi produtora de eventos, atriz, jornalista, e trabalhou ao lado da colunista Joyce Pascowitch, na Folha de São Paulo.

Durante uma temporada em Nova York, Carla  se matriculou em cursos de gastronomia e estudou culinária no The French Culinary onde aprendeu a fusion cuisine - mistura de culinárias diversas no mesmo prato -, uma tendência gastronômica que começou na década de 90.



CP-Romulo-Fialdini1

Alguns anos depois, de volta ao Brasil, abriu no ano de 1995 na região de Higienópolis, bairro nobre da capital paulista, seu primeiro restaurante, o conceituado Carlota que em breve irá comemorar o seu 19° aniversário, sem dar nenhuma mostra de fadiga.

Hoje em dia Carla gerencia mais dois restaurantes, o Las Chicas e o Studio 768, além de ser colunista de rádio, revistas e ainda comandar o programa Brasil no Prato  no Canal Fox Life.

Com simpatia e simplicidade Carla ensina, sem segredos, as suas melhores receitas em seu programa de TV. E aos que chegam pessoalmente até ela para pedir as receitas, também são agraciados. “… os que não vem pedir podem acessar em algum de meus 9 livros ou dar um google”, conta, em entrevista por e-mail ao Wikilícias.  

W – Quem é Carla Pernambuco?
C.P – Uma cozinheira apaixonada.

W – Como você define sua própria culinária?
C.P – Clássica e Eclética

W – Quais os seus ingredientes prediletos?
C.P – Frescos e pouco viajados.

W – Com quais chefes você se identifica?
C.P – “Identifica” é um termo muito forte, gosto na realidade de boas cozinheiras. Me inspiro mais na culinária domestica amorosa, afetiva e bem feita do que em autores culinários consagrados. Para entender e praticar uma culinaria bem fundamentada é necessário pesquisar sem preconceito, ler muito, por exemplo: “Os Fundamentos da Cozinha Italiana de Marcella Hazan”, os escritos sobre cozinha mediterrânea de Paula Wolfert, “A História da Alimentação no Brasil” de Câmara Cascudo ou “Açúcar” de Gilberto Freire e muitos outros nessa linha que são indispensáveis para o entendimento. Em São Paulo, tenho meus chefes preferidos, mas os frequento para comer e não para copia-los e o que mais me atras neles (além da boa culinária) é o cuidado na seleção e a dos ingredientes.

W – De onde vem toda a sua desenvoltura para TV, rádio, blog, Twitter, facebook?
C.P – TV, rádio, blog, Twitter, facebook, livros, entrevistas, palestras e consultorias são consequências naturais de meu trabalhos na cozinha. Tendo o que dizer, tanto faz a interface.

W – Como surgem as idéias para os seus novos pratos?
C.P – A todo momento pelos mais variados motivos e estímulos.

W – Com tantos compromissos, como encontra tempo para criar receitas e administrar todas as suas casas?
C.P – Com muita criatividade, talento e bom senso.

W – O que acha da nova geração de chefs?
C.P – Temos varios estilos chegando, alguns muito ambiciosas que sonham ser estrelas e tem os vocacionados, fazendo um trabalho sério e bem fundamentado.

W – Você divide suas receitas com os clientes que vão até você pedir?
C.P – Sempre. E os que não vem pedir podem acessar em algum de meus 9 livros ou dar um google.

W – Na sua opinião, hoje, qual o epicentro gastronômico no Brasil?
C.P – São Paulo

W - Já está preparando outro livro? Pode nos contar sobre ele?
C.P - Fim de Abril ou começo de Maio sai do forno da Editora LeYa, o “Diário da Cozinheira” que é uma seleção de registros e crônicas de varias viagens. Não é um livro de culinária, muito menos de receitas, mas tem um pouco de culinária e algumas receitas bem legais.

W- Que tal deixar uma mensagem para os seus fãs e leitores do Wikilícias?
C.P – Fé na cumbuca e pé na cozinha

CP-Romulo-Fialdini

(Fotos: Rômulo Fialdini)

Deixe seu comentário!